
Quem procura conhecer um pouco melhor as particularidades do universo dos criptoativos conclui rapidamente que lançar uma criptomoeda é um processo complexo. E será que aprender como criar um token é igualmente difícil?
O token é uma categoria de criptoativos que também possui valor, mas a dinâmica e a maneira de utilizá-lo difere em alguns aspectos da forma como as criptomoedas promissoras são negociadas.
Como é um espaço aberto para desenvolvedores, o mercado de criptos permite que muitos explorem possibilidades, o que agrega ainda mais valor a esse setor.
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Se você planeja desenvolver algum projeto na área dos criptoativos, aprender como criar tokens é um conhecimento que você precisa ter (mesmo que não seja você que vai executá-lo!).
Neste artigo explicamos os principais pontos de como criar um token e a diferença da criação de uma criptomoeda.
O que é um token?
O token é um ativo digital de valor que opera utilizando uma blockchain já existente e fornece aos detentores o meio para fazer parte ou interagir em um sistema.
Os principais tipos de projetos que usam token são os DeFi (finanças descentralizadas) e jogos com a dinâmica de pay-to-earn, ou seja, jogue para ganhar.
Os tokens e as criptomoedas, muitas vezes, são considerados sinônimos, mas mesmo tendo algumas semelhanças técnicas, são diferentes.
Geralmente, os tokens são criados em plataformas que permitem a personalização de contratos inteligentes (smart contracts) para que seus titulares possam usá-los.
Como criar um token: principais pontos
O passo a passo de como criar um token, comparado ao de uma criptomoeda, é mais ágil, mais simples e mais barato. Conhecendo alguns dos processos envolvidos, é possível acompanhar o desenvolvedor que vai executá-lo.
Isso é importante, porque os responsáveis pela criação e pela execução devem estar alinhados para construir uma solução eficaz.
A seguir, destacamos três pontos principais que devem ser considerados no momento de criar um token do zero para que ele desempenhe sua função corretamente.
1. Decidir em qual blockchain o token será baseado
Como destacamos acima, um token é criado dentro de uma blockchain que já existe e suas operações serão baseadas no funcionamento da mesma. Por isso, o primeiro passo é decidir em qual blockchain seu token será criado.
A vantagem de usar como base uma blockchain já consolidada é poder aproveitar da segurança e da reputação que ela possui e associá-la a uma nova solução.
As principais blockchains utilizadas para criação dos tokens são a Binance Smart Chain (BSC) e a Ethereum. Ambas oferecem boas ferramentas e recursos de personalização para criar o novo ativo.
2. Escolher o padrão de token
Uma vez decidido em qual a blockchain o desenvolvedor irá trabalhar, outro fator importante do processo de como criar um token é escolher o padrão que o token seguirá. Os padrões mais utilizados são o BEP-20 e ERC-20.
O BEP-20 corresponde ao padrão da Ethereum e o ERC-20 corresponde ao padrão da Binance Smart Chain (BSC). Então, uma vez escolhida a blockchain, automaticamente, define-se o padrão que vai ser adotado.
As duas opções são consideradas boas para personalizar os detalhes na hora da criação dos tokens e também dos contratos inteligentes, além da inclusão de formas de uso e funções personalizadas.
3. Definir o método de criação
Depois desses fatores que fornecem a base para o processo de criação de um token, a próxima etapa é definir o método de criação.
Aqui, vão ser escolhidas a ferramenta que vai ajudar a configurar todas as características do token. A BSC e outras blockchains utilizam a máquina virtual da Ethereum que é bastante simples de utilizar.
Também existem outras opções de ferramentas pagas que permitem que o desenvolvedor utilize regras próprias para criar um token. São opções mais acessíveis para usuário que não tem tanta experiência com contratos inteligentes.
Diferença entre a criação de criptomoedas vs. tokens
O processo de como criar um token é relativamente simples, pois o foco do desenvolvimento desse tipo de ativo digital é na definição dos recursos e de como vai funcionar a operação.
Por outro lado, criar uma criptomoeda nova no mercado envolve muito mais etapas e é necessário ter uma equipe com conhecimento avançado de blockchain e programação.
Além dos gastos com os profissionais envolvidos, o processo de desenvolvimento de uma moeda digital é bem caro e mais demorado.
Isso porque a base de uma proposta de criptomoeda é a existência de uma nova blockchain com um algoritmo próprio, com um sistema interligado e criptografado corretamente.
Junto dos requisitos técnicos é preciso pensar na utilidade e relevância que a criptomoeda pode ter no mercado para justificar esses investimentos.
Um propósito bem definido é o que vai incentivar a confiança dos usuários no criptoativo e popularizá-lo no mercado.
Outro fator importante é a estrutura econômica ou tokenomics da criptomoeda que envolve especificações como preço inicial, fornecimento e método de distribuição.
Também é necessário atender as obrigações legais do país onde a criptomoeda é baseada, pois existem locais onde esse ativos ainda são proibidos.
Então, a principal diferença da criptomoeda para o token é que a criação da primeira vai envolver a criação de uma nova blockchain e de vários processos necessários para sua concretização; já o token utiliza-se de uma blockchain existente para operar e está ligado a um projeto específico.
Conheça o mercado cripto na prática
Para entender como tokens e criptomoedas se movimentam na prática, é necessário ter uma carteira ativa. Mas onde abrir uma conta?
O primeiro passo para começar com segurança é procurar uma exchange de criptomoedas (ou corretora) que é a responsável por possibilitar a compra, venda e armazenamento de criptoativos.
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Perguntas frequentes
Um token costuma operar em uma blockchain existente, enquanto uma criptomoeda nativa pode exigir uma rede própria. Por isso, os requisitos técnicos e de segurança são diferentes.
É necessário esclarecer finalidade, público, regras de emissão, distribuição, transferências e governança. Esses requisitos orientam a escolha da rede e do padrão técnico.
Devem ser comparados segurança, custos, capacidade, ferramentas, compatibilidade e comunidade de desenvolvedores. O guia sobre tipos de blockchain ajuda a entender arquiteturas com características distintas.
Erros no código podem afetar emissão, transferências ou controle dos tokens. Testes, revisão independente e documentação reduzem riscos, embora não eliminem todas as falhas possíveis.



