Bitso
Cripto
Publicado
Atualizado

O que é uma ICO?

TBTeam Bitso

Em uma frase

Mecanismo de financiamento em que um projeto cripto vende seus tokens ao público antes de lançar seu produto, para levantar capital de forma direta e sem intermediários.

Uma ICO (Initial Coin Offering) é um mecanismo de financiamento em que um projeto cripto vende seus tokens ao público antes de lançar seu produto, para levantar capital de forma direta e sem intermediários.

A ideia é simples. Uma equipe tem um projeto, publica um documento técnico (white paper) explicando o que vai construir, emite um token e o vende a investidores iniciais, quase sempre em troca de ETH ou BTC. Se o projeto decola, o token se valoriza e os primeiros compradores ganham. Se não, perdem tudo. Sem bancos de investimento, sem processos de aprovação, sem filtros.

O caso fundador é o próprio Ethereum: em julho de 2014 vendeu ETH a cerca de 31 centavos de dólar e levantou 18 milhões. Quem participou e manteve seus tokens multiplicou seu investimento por milhares. Essa história, contada e recontada, alimentou tudo o que veio depois.

Como funciona uma ICO

O processo típico tem quatro etapas. Primeiro, a equipe publica o white paper com a proposta, a tokenomics (quantos tokens existirão e como serão distribuídos) e o roteiro. Segundo, abre uma venda privada para fundos e investidores grandes, geralmente com desconto. Terceiro, a venda pública: qualquer pessoa envia cripto a um contrato e recebe os tokens novos. Quarto, o token é listado em exchanges e começa a ser cotado.

O detalhe que muitos ignoram é que em uma ICO você compra uma promessa. Não há produto, não há receita, às vezes nem há código. Todo o valor depende de a equipe executar o que o documento diz. Por isso a análise da equipe pesa mais do que a da ideia.

A febre de ICOs de 2017 e a ressaca que veio depois

Entre 2017 e o início de 2018, as ICOs levantaram mais de 20 bilhões de dólares. Houve semanas com dezenas de lançamentos e projetos que juntavam milhões em minutos com um PDF e uma página na web. A EOS levantou 4,1 bilhões de dólares; a Telegram, 1,7 bilhão. A lógica do “próximo Ethereum” encobria qualquer pergunta incômoda.

A ressaca foi proporcional. Uma análise da consultoria Satis Group estimou que cerca de 80% das ICOs de 2017 foram fraudes diretas: equipes que desapareceram com os fundos ou projetos que nunca tentaram construir nada. Das que realmente tentaram, a maioria não sobreviveu ao bear market de 2018. O modelo saiu marcado, e reguladores de meio mundo colocaram a lupa sobre esse tipo de oferta.

O que verificar antes de participar de uma ICO

O primeiro ponto é a equipe: nomes reais, histórico verificável, projetos anteriores. O segundo, a tokenomics: qual percentual a equipe retém, com qual calendário de desbloqueio, e se o token tem um uso concreto ou existe só para financiar a venda. O terceiro, o código: existe repositório público com atividade? O contrato foi auditado por uma empresa reconhecida?

E uma pergunta filtra quase tudo. O projeto precisa de um token para funcionar, ou o token é o projeto? Quando a única utilidade prometida é “vai subir”, você já tem a resposta.

Da ICO à IDO, como o modelo evoluiu

O formato original quase desapareceu, mas a ideia continua viva com mais controles. As IEOs (vendas por meio de uma exchange, que filtra os projetos) e as IDOs (lançamentos em plataformas descentralizadas com liquidez bloqueada) herdaram o mecanismo agregando camadas de verificação. Os launchpads das grandes exchanges fazem sua própria auditoria antes de listar uma venda, o que elimina boa parte da fraude mais grosseira, embora não o risco de mercado.

Perguntas frequentes






Termos relacionados

Experimente o Bitso hoje mesmo

Invista, compre, venda e lucre com ações, criptomoedas e muito mais. Em minutos. Direto do seu celular.

Comece a investir
Pré-visualização do app Bitso