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O que é o FOMO?

TBTeam Bitso

Em uma frase

Medo de ficar de fora de uma oportunidade: o impulso de comprar um ativo só porque ele está subindo e todo mundo parece estar ganhando menos você.

FOMO (fear of missing out) é o medo de ficar de fora de uma oportunidade: o impulso de comprar um ativo só porque ele está subindo e todo mundo parece estar ganhando menos você.

A cena se repete em cada ciclo. Um ativo sobe 40% em uma semana. Seu grupo de WhatsApp se enche de capturas de tela com lucros. Alguém que nunca tinha falado de investimentos pergunta como comprar. E aí surge aquela vozinha: “se eu não entrar agora, vou perder”. Isso é FOMO, e é provavelmente a causa número um de perdas entre quem começa a investir em cripto.

O termo nasceu na psicologia (foi cunhado pelo estrategista Dan Herman no final dos anos 90 e popularizado por um artigo de Patrick McGinnis em 2004) para descrever a ansiedade de ver a vida dos outros nas redes sociais. Os mercados o adotaram porque descreve com precisão o que acontece quando o preço sobe na vertical: a decisão deixa de ser financeira e se torna emocional.

O que o FOMO faz com sua cabeça quando tudo sobe

O FOMO funciona com dois motores. O primeiro é a prova social: se muita gente está comprando, seu cérebro assume que elas sabem algo que você não sabe. O segundo é a aversão ao arrependimento: dói mais imaginar que você poderia ter ganhado e não ganhou do que perder dinheiro tendo feito o mesmo que todo mundo. Combinados, produzem compras impulsivas justo nas máximas.

As redes sociais amplificam os dois motores. Ninguém publica suas perdas, então o conteúdo que você vê é enviesado para os lucros, o que distorce sua percepção de quão fácil é ganhar. E o mercado cripto, que opera 24 horas e pode se mover 20% em um dia, comprime em horas um processo emocional que em outros mercados leva meses.

O ciclo do FOMO, passo a passo

Quase sempre segue o mesmo roteiro. Um ativo começa a subir por um motivo concreto (ou nenhum). A mídia e as redes o amplificam. Os primeiros compradores publicam lucros, o que atrai mais compradores, o que sobe mais o preço. Na fase final entram os que resistiram durante semanas e não aguentaram mais: compram no ponto de máxima euforia, que costuma estar perto do topo.

Quando a alta se esgota, os primeiros a terem entrado vendem e realizam lucros. O preço cai, os últimos a chegarem entram em pânico e vendem com perda, e o ciclo se encerra. A parte cruel é que o FOMO também funciona na baixa. O mesmo impulso que fez você comprar em alta te empurra a vender em baixa.

O FOMO da Dogecoin em maio de 2021

A Dogecoin subiu mais de 12.000% entre janeiro e maio de 2021, impulsionada por tuítes de Elon Musk e uma avalanche de conteúdo viral. O pico chegou em 8 de maio, o dia em que Musk apareceu no Saturday Night Live: milhões de pessoas compraram naquela semana esperando “o empurrão final”. Foi exatamente o contrário. Seis semanas depois, o DOGE tinha perdido mais de 70% do seu valor. Quem comprou por análise tinha um plano de saída; quem comprou por FOMO só tinha esperança.

Como investir sem FOMO

A defesa contra o FOMO não é força de vontade, é processo. Definir quanto investir, a que preço entrar e quando sair antes de abrir o app tira a decisão das suas mãos no momento de calor. As compras periódicas de valores fixos (DCA) eliminam a pergunta “é um bom momento?” porque você compra sempre. E as ordens programadas executam seu plano mesmo enquanto você está dormindo.

Também ajuda uma regra simples. Se sua razão para comprar é que o preço subiu, você não tem uma razão. O preço de ontem não é um argumento sobre o valor de amanhã. As melhores oportunidades costumam aparecer quando ninguém fala do ativo, não quando ele é trending no X.

Perguntas frequentes






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